Você sabia que as figuras de linguagem são essenciais na hora de enriquecer seu texto? Além disso, elas podem ajudar a torná-lo mais estético e envolvente. Uma estratégia muito comum, principalmente na poesia e na música, é a repetição de sons consonantais. Essa figura da linguagem recebe o nome de Aliteração. A aliteração confere ritmo ou efeitos sonoros ao texto.
Veja dois exemplos a seguir:
“Quem com ferro fere, com ferro será ferido”;
“Chove chuva choverando” (Oswald de Andrade)
A aliteração é muito comum em ditados populares, como é o caso de (1), pois torna-os mais marcantes e fáceis de serem gravados.
O exemplo (2) foi retirado de um poema, no qual o autor utilizou a repetição de fonemas. Repare como a repetição do som de “ch” lembra o barulho da chuva caindo. Genial, não é mesmo?
Mas cuidado! Não confunda aliteração com rima. A rima não é uma figura de linguagem! É uma estratégia para atribuir musicalidade a um texto. O motivo de ambas serem às vezes confundidas é que a rima também consiste na repetição de sons. A diferença é que essa repetição envolve, além dos sons consonantais, os sons vocálicos.
Veja, a seguir, um exemplo de rima:
(3) Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo. (Cecília Meireles)
Você deve ter percebido que o que faz com que “desfaço” rime com “passo” e “edifico” com “fico” é a combinação das consoantes e as vogais que as acompanham.
E aí, está pronto para utilizar a aliteração em seus textos e deixá-los muito mais interessantes?
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